Voltar à Página da edicao n. 424 de 2008-03-11
Jornal Online da UBI, da Covilhã, da Região e do Resto
Director: João Canavilhas Director-adjunto: Anabela Gradim
 
Os depoimentos dos arguidos foram agora reconstruídos no local do crime

Crime da Borralheira reconstituído

Dois dos quatro arguidos no caso da morte de um homem encontrado amarrado à entrada de um café na Borralheira de Orjais (Covilhã), em Outubro de 2007, limitaram-se na passada semana a confirmar depoimentos anteriores, durante a reconstituição do cenário do crime.

> Notícias da Covilhã

“A reconstituição decorreu sem percalços e foi acelerada porque dois dos quatro arguidos reafirmaram os depoimentos já prestados, sem mais acrescentar”, disse no final da diligência, Mário Bento, coordenador da Polícia Judiciária (PJ) da Guarda, presente no local.
À porta do “café Regional” e sob o olhar atento de populares e jornalistas, mantidos à distância por um perímetro de segurança de cerca de 20 metros imposto pela GNR, a PJ reconstituiu as versões de cada arguido e duas testemunhas. Duas viaturas e uma bicicleta, como as que estariam no local, para além um boneco que simulou o corpo da vítima, foram alguns dos adereços visíveis ao longe e usados pela PJ ao longo das duas horas de reconstituição. Repetiram-se gestos e acções que de acordo com as versões dos envolvidos se terão passado na noite da morte.
Técnicos do Laboratório de Polícia Científica acompanharam a acção. “Vamos esperar pelo relatório que vão efectuar, bem como pelo relatório e informações relacionadas com a autópsia do corpo da vítima, que devem chegar ao longo da próxima semana”, referiu, no final, Mário Bento. O coordenador da Polícia Judiciária (PJ) da Guarda escusou-se a detalhar se haverá mais diligências durante o inquérito ou se serão constituídos mais arguidos. “Estamos a acelerar o inquérito para, no máximo, dentro de duas a três semanas o processo ser entregue ao Ministério Público”, acrescentou.
Questionada pelos jornalistas sobre qual espera vir a ser a acusação, Carla Duarte, advogada de defesa de um dos arguidos, recusa-se a antecipar cenários, porque faltam conhecer “peças fundamentais”, nomeadamente “os resultados da autópsia e esclarecimentos adicionais já pedidos pelo Ministério Público”. Apesar de realçar a colaboração dos envolvidos na reconstituição, Carla Duarte refere que alguns “estavam nervosos pelo facto de a diligência estar a ser observada pelos residentes da aldeia”.
João Inácio, de 42 anos e residente na aldeia de Borralheira de Orjais, foi encontrado morto pelas 6 horas e 20 de domingo, dia 28 de Outubro, suspenso por um braço e uma perna, amarrados a um cadeado e a um gradeamento de um café, e com outro braço e perna unidos, atados a um carro.
Nessa noite estava com um grupo de pessoas à porta do café Regional, no centro da aldeia, onde consumiram bebidas alcoólicas depois de o estabelecimento ter encerrado.
Quatro pessoas foram detidas no próprio dia da morte de João Inácio e estiveram em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional da Covilhã até 28 de Dezembro, sendo libertados depois dos advogados terem recorrido da medida de coacção aplicada pelo Tribunal da Covilhã.


Os depoimentos dos arguidos foram agora reconstruídos no local do crime
Os depoimentos dos arguidos foram agora reconstruídos no local do crime


Data de publicação: 2008-03-11 00:00:00
Voltar à Página principal

2006 © Labcom - Laboratório de comunicação e conteúdos online, UBI - Universidade da Beira Interior