Estatuto Editorial | Editorial | Equipa | O Urbi Errou | Contacto | Arquivo | Edição nº. 403 de 2007-10-23 |
Línguas ibéricas de mãos dadas
No passado dia 22, Maria da Graça Sardinha e Maria do Rosário Cacholas viajaram até Cáceres com o intuito de reflectirem sobre metodologias para o ensino do Português como língua estrangeira e sobre o ensino do Espanhol em Portugal.
A convite do Departamento de Filologia Galega e Portuguesa, “Ler ontem e hoje: Percursos em Didáctica do Português” foi o mote levado pela Professora do Departamento de Letras da Universidade da Beira Interior (UBI), Maria da Graça Sardinha, à Universidade da Extremadura (Unex) a fim de serem apresentadas estratégias didácticas que solidifiquem o ensino do Português a alunos estrangeiros.
Para leccionar este tipo de cursos há necessidade de uma planificação exaustiva e pormenorizada devendo o professor identificar de antemão os objectivos a serem atingidos pelos alunos, tendo a preocupação de utilizar, nas aulas, materiais autênticos que permitam ao aluno um contacto palpável com a realidade, aconselha a professora.
Nesta conferência a que assistiram, na sua maioria, futuros professores de Português - Língua Não Materna - foi transmitida a ideia de que os laços afectivos entre docente e alunos facilitam e enriquecem a aprendizagem e Maria da Graça Sardinha acrescenta que “para ensinar uma língua estrangeira é necessário fazê-lo com as mãos, com os olhos, com o corpo”. As dificuldades no ensino de uma língua estrangeira foram comparadas às sentidas pelos professores primários que iniciam, do zero, o processo de escrita de leitura com os seus alunos.
Maria da Graça Sardinha realçou que a utilização de novas ferramentas, de novos suportes, de novas linguagens, de novos métodos de ensino que conduzam a novos processos de ensino/aprendizagem mais aliciantes e onde se valorize a prática da oralidade são os pontos fundamentais do emergente e actual conceito de literacia, no qual o professor deverá reunir três características fundamentais: saber, saber fazer e o saber ser.
A necessidade de uma orientadora de estágio para os Núcleos de Português e Espanhol, da UBI, colocados na Escola Campos Melo, na Covilhã, possibilitou o destacamento Maria do Rosário Cacholas, docente e orientadora de estágio, de Elvas para a Beira Interior. Os alunos da Unex tiveram oportunidade de perceber quais os motivos do sucesso do ensino do Espanhol em Portugal. A docente que propôs como título para a sua comunicação “O ensino do Espanhol em Portugal: um caso de sucesso”, clarificou que a publicação do Livro Branco da Comissão Europeia – ensinar e aprender rumo à sociedade cognitiva -, em 1995, abriu o leque de idiomas estrangeiros pelos quais se podia optar durante os vários ciclos de ensino, “no início optava-se, em força, pelo Inglês e pelo Francês, mais tarde começou a escolher-se também o Espanhol”, adiantou a orientadora de estágio. A crescente procura do Espanhol a par do reduzido número de docentes da área, forçou o Ministério da Educação em parceria da Conselheria de Educação da Embaixada de Espanha a promoverem a formação de professores.
As duas professoras fizeram ainda saber que a UBI, através, orgulha-se Maria da Graça Sardinha, também, Directora da Licenciatura em Línguas Literaturas e Culturas.
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