17 de Março
Avaliação e qualidade em debate
"Atingir a qualidade deve ser o objectivo
comum de docentes e alunos", salienta o vice-reitor Luís Carrilho.
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Por Marco António Antunes
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"Avaliação, Qualidade, ECTS" é o tema da 6ª
edição das Jornadas de Avaliação da Universidade da
Beira Interior. O evento tem entrada livre e realiza-se dia 17 de Março,
pelas 9h30, no anfiteatro I.
Luís Carrilho, Vice-Reitor da UBI e Professor de Engenharia, espera que
as Jornadas de Avaliação sejam um fórum para a discussão
da qualidade no ensino, na aprendizagem e na avaliação. "Atingir
a qualidade deve ser o objectivo comum de docentes e alunos", salienta.
Na edição de 2003, os cursos em avaliação são:
Optometria e Optotecnia, Ensino da Física e da Química, Engenharia
Civil, e Ciências do Desporto. Os relatórios finais da avaliação
surgem após a visita das comissões à UBI.
A massificação do ensino superior foi seguida, "na maioria
dos casos", de uma diminuição da qualidade. "Os docentes
baixam o nível de exigência, porque os alunos vêm mal preparados
do Ensino Secundário. Muitos alunos das Universidades não estão
motivados. Alguns continuam a estudar na véspera das provas de avaliação",
lamenta o Vice-Reitor da UBI.
Mas a responsabilidade é também dos docentes. Segundo Luís
Carrilho, "quem ensina tem de saber comunicar com os alunos. A formação
pedagógica é importante em qualquer área do conhecimento".
O ECTS (European Credit Transfer System) é o modelo que Luís Carrilho
defende para Portugal. O Sistema Europeu de Transferência de Créditos
permite a equivalência dos créditos em formações académicas
no espaço da União Europeia. Um aluno da UBI que decida continuar
os estudos num país da União Europeia terá direito ao reconhecimento
dos graus académicos e a acumulação dos créditos das
disciplinas já obtidos.
"É preciso acção"
A Convenção de Bolonha, assinada por Portugal,
prevê a existência de 2 ciclos de formação superior.
No ciclo inicial, existirá um grau que no mínimo terá 3 anos.
Segue-se o ciclo de pós-graduação (Mestrados e Doutoramentos).
Os Mestrados ficam com um ou dois anos de duração. Os Doutoramentos
podem ser concluídos, no mínimo, em três anos.
Os cursos superiores serão avaliados pelo trabalho teórico e prático
que os alunos realizam nas disciplinas. No futuro, uma disciplina teórica
não significa mais créditos e mais horas lectivas. Tudo dependerá
do trabalho dos docentes na preparação dos conteúdos, em
termos científicos e pedagógicos.
A Convenção de Bolonha não foi aplicada em Portugal. O ECTS
está aceite no Programa Sócrates-Erasmus, mas ainda não existe
regulamentação nos cursos de graduação e pós-graduação.
"O Governo tem de legislar nesta matéria. Não basta a retórica.
É preciso acção", alerta Luís Carrilho.
As jornadas contarão com a presença de docentes e alunos da UBI.
Manuel José dos Santos Silva, Reitor da UBI, João Queiroz, Pró-Reitor,
directores de curso, representantes da Associação Académica
e dos núcleos de licenciatura confirmaram já a sua presença.
A UBI convidou os Bastonários das Ordens dos Engenheiros, Ordem dos Médicos,
Ordem dos Arquitectos e Ordem dos Economistas. José Manuel Oliveira, docente
na Universidade de Aveiro, vem à UBI falar do PBL (Project Based Learning),
interface ligado às novas tecnologias de ensino e aprendizagem em engenharia.
Juan Castro, Professor Catedrático da Universidade Pontíficia de
Salamanca, apresenta a comunicação "Evaluación y calidad
en la enseñanza".
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