Rui Coutinho aproveitou para apresentar o novo formato
do Diário de Notícias
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Conferência "Fotojornalismo
Hoje"
"A fotografia não mente"
No seguimento do concurso de fotografia promovido pelo UBIMEDIA realizou-se uma
conferência sobre fotojornalismo que contou com a participação
de Rui Coutinho.
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Por Inês Ribeiro e Sandra Carvalho
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"Uma imagem vale
mais do que muitas palavras", afirmou Rui Coutinho, editor de fotografia do
Diário de Notícias, na conferência intitulada "Fotojornalismo
Hoje" que se realizou no dia 17 de Dezembro na Universidade da Beira Interior.
Rui Coutinho anunciou que o jornal Diário de Notícias terá
um novo formato a partir do dia 2 de Janeiro. Vai encolher quatro centímetros,
e abrir com o internacional. O grafismo "vai ser melhorado e terá mais
cor". Estas são algumas das alterações que o jornal vai
ter, e que vão dificultar o trabalho do editor de fotografia, que "terá
menos espaço para a colocação de imagens".
Para Rui Coutinho o fotojornalismo é atraente e uma das vantagens da imagem
fotográfica é que esta obriga à reflexão. Como refere
o editor de fotografia têm de se identificar fotos que tenham força,
daí que ele durante o dia visione uma média de 10 a 12 mil fotografias.
Cabe-lhe seleccionar as melhores imagens para o jornal. Muitas pessoas compram o
jornal pela fotografia da primeira página, e as imagens que o jornal contém
captam a atenção e são mais fáceis de fixar. Uma boa
fotografia deve transmitir informação, por isso não basta ao
editor gostar de fotografia, tem também de estar dentro das notícias.
A conferência foi ilustrada com fotografias do orador, e também com
algumas das melhores fotografias que ficaram na História. Entre estas contam-se
as do 11 de Setembro, imagens da Guerra do Vietname, de campos de concentração,
e de fome.
No fotojornalismo "as fotografias devem seguir critérios éticos:
não devem ser retocadas, nem simuladas. Têm de transmitir as coisas
como elas são", por isso Coutinho sublinha que "a fotografia não
mente."
Rui Coutinho contou algumas das suas experiências como fotógrafo e
referiu que a sua profissão comporta alguns riscos. Numa guerra, um fotógrafo
tem de estar sobre o acontecimento e não pode fotografar à distância.
Também é difícil abstrair-se de certas memórias: "Tenho
fotos de Angola que durante sete anos não olhei para elas porque vivi e senti
o cheiro. Eram deprimentes".
Ao longo da conferência o público teve oportunidade de colocar questões
ao orador. No final foram anunciados os resultados do concurso de fotografia "Recepção
ao Caloiro 2002" e os vencedores foram Carla Nascimento na categoria da cidade
da Covilhã e Paula Nunes na categoria dos novos alunos e Latada.
Algumas das fotografias que
ficaram na História:
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