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“Do Minho a Goa”

Tons quentes, uma parte drapeada a lembrar as ondas do mar e o xaile a simbolizar o fado português são alguns dos traços do vestido criado por Ângela Pereira

> Cátia Felício

Ângela Pereira pensou no mundo lusófono como um todo. Ainda no modelo em toile (conhecido como panu crú), esta aluna da Universidade da Beira Interior (UBI) explica no que consiste o vestido “Do Minho a Goa”. Depois do projecto em Toile, a passagem à fase final implicou a execução do vestido final. Uma vez que a UBI tem uma sala de confecção, é lá que Ângela trabalha, tal como as alunas que criaram o “Batuku Feeling”.
Querendo valorizar mais que um país e cultura, criou um vestido composto por cores variadas que se entrelaçam em várias culturas. O véu preso na cabeça representa os lenços usados pelas mulheres moçambicanas no seu dia-a-dia. “A parte de cima do vestido, o encaixe do peito, faz referência ao Brasil pela sua forma idêntica ao do típico biquíni brasileiro. A faixa colocada na cintura é presa apenas nas costuras laterais e a sua parte de trás é propositadamente muito folgada adquirindo o formato de um bolso de canguru, como tributo à admiração que tenho pelas mães angolanas que carregam os seus filhos sempre consigo”, diz Angêla. E acrescenta que a parte drapeada do vestido simboliza a rebelião das ondas do mar que os portugueses tiveram de enfrentar na época dos descobrimentos.
De acordo com esta aluna finalista do curso de Design Textil e do Vestuário, foram usadas cores quentes que fazem lembrar o pimentão e outras especiarias provindas de Goa e Macau, além de ser os tons característicos do solo do continente Africano. A rede utilizada como véu nasce de um tule e “a sua forma foi propositadamente alterada, conferindo-lhe um aspecto desgastado como referência à incansável luta diária pela sobrevivência da população de Timor e São Tomé e Príncipe”. Há ainda o xaile, que surge como elemento decorativo e que representa Portugal e o seu fado. [Voltar]






Data de publicação: 2006-12-26 00:00:00
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